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Agregador independente de pesquisas eleitorais brasileiras. Modelo de cinco camadas com correção de viés por instituto.

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Análise estrutural

Comparação entre a média das pesquisas eleitorais nos 30 dias antes do pleito e o resultado oficial do TSE, por espectro ideológico (2014, 2018 e 2022).

As pesquisas superestimam a vantagem da esquerda?

Em três ciclos consecutivos, a diferença entre candidatos de esquerda e direita projetada pelas pesquisas foi maior do que a registrada nas urnas. O padrão central: candidatos de direita são sistematicamente subestimados pelas pesquisas — o que inflaciona artificialmente a vantagem projetada do campo oposto.

Ler a análise completa no blog →

Como ler

Pesquisa → Urnas → Erro

Cada candidato tem três números: o que as pesquisas mostraram, o resultado real do TSE e o erro (a diferença).

A barra de erro é proporcional à magnitude — barras maiores indicam desvios maiores. Compare visualmente a barra da esquerda com a da direita.

Vermelho = erro grande (≥ 5 pp). Âmbar = erro médio (2–5 pp).

Excesso diferencial médio

+6.7 pp

a 30 dias da eleição — média de 3 ciclos

Excesso diferencial médio

+6.3 pp

a 60 dias da eleição — média de 3 ciclos

Excesso diferencial médio

+6.3 pp

a 90 dias da eleição — média de 3 ciclos

Eleição 2014

Números baseados na média das pesquisas eleitorais de 1º turno publicadas nos 30 dias antes do pleito, comparadas ao resultado oficial do TSE.

Dilma Rousseff

Esquerda

−2.1 pp

a menos nas pesquisas

39.5%

Pesquisas

→TSE

41.59%

Urnas reais

Magnitude do erro2.1 pp

Aécio Neves

Direita

−12.1 pp

a menos nas pesquisas

21.5%

Pesquisas

→TSE

33.55%

Urnas reais

Magnitude do erro12.1 pp

← maior erro do ciclo

Conclusão do ciclo

+18.0 pp

diferença nas pesquisas

≠

+8.0 pp

diferença real nas urnas

As pesquisas exageraram a vantagem esq. em 10.0 pontos percentuais — a diferença real foi muito menor do que as pesquisas mostravam.

Eleição 2018

Números baseados na média das pesquisas eleitorais de 1º turno publicadas nos 30 dias antes do pleito, comparadas ao resultado oficial do TSE.

Haddad

Esquerda

−7.2 pp

a menos nas pesquisas

22.1%

Pesquisas

→TSE

29.28%

Urnas reais

Magnitude do erro7.2 pp

Bolsonaro

Direita

−11.4 pp

a menos nas pesquisas

34.58%

Pesquisas

→TSE

46.03%

Urnas reais

Magnitude do erro11.4 pp

← maior erro do ciclo

Conclusão do ciclo

-12.5 pp

diferença nas pesquisas

≠

-16.8 pp

diferença real nas urnas

As pesquisas exageraram a vantagem dir. em 4.3 pontos percentuais — a diferença real foi muito menor do que as pesquisas mostravam.

Eleição 2022

Números baseados na média das pesquisas eleitorais de 1º turno publicadas nos 30 dias antes do pleito, comparadas ao resultado oficial do TSE.

Lula

Esquerda

−1.5 pp

a menos nas pesquisas

46.97%

Pesquisas

→TSE

48.43%

Urnas reais

Magnitude do erro1.5 pp

Bolsonaro

Direita

−7.3 pp

a menos nas pesquisas

35.95%

Pesquisas

→TSE

43.2%

Urnas reais

Magnitude do erro7.3 pp

← maior erro do ciclo

Conclusão do ciclo

+11.0 pp

diferença nas pesquisas

≠

+5.2 pp

diferença real nas urnas

As pesquisas exageraram a vantagem esq. em 5.8 pontos percentuais — a diferença real foi muito menor do que as pesquisas mostravam.

Interpretação

O que os dados mostram

O viés não é, em geral, que a esquerda seja superestimada em termos absolutos. O candidato de esquerda tende a ter um erro pequeno — as pesquisas acertam razoavelmente seus números.

O problema central é que o candidato de direita é sistematicamente subestimado — e com magnitude muito maior. Isso cria a ilusão de uma vantagem maior da esquerda do que existe de fato.

O fenômeno é consistente com o shy voter effect: eleitores de candidatos associados a estigma social tendem a subdeclarar sua intenção de voto em entrevistas.

O que os dados não provam

Intencionalidade: subdeclaração espontânea dos entrevistados e falha de amostragem (quem atende pesquisas não é representativo de quem vota) produzem o mesmo resultado — sem necessidade de viés intencional dos institutos.

Uniformidade: o padrão varia por instituto. Alguns acertam mais do que outros. Veja a análise por casa de pesquisa em House Effects.

Amostra pequena: três ciclos eleitorais com dois candidatos principais cada. O padrão é sugestivo e consistente — mas não é base estatística suficiente para conclusões definitivas.