Entenda como o método de coleta altera radicalmente quem responde às pesquisas e por que isso gera resultados tão diferentes.
Tema: Metodologia
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Desde a eleição de 2022, o Brasil assiste a uma "guerra de métodos". De um lado, institutos tradicionais que batem de porta em porta; do outro, casas que utilizam chamadas telefônicas automatizadas ou humanas. Por que os resultados costumam ser tão diferentes?
A resposta curta é: o método não muda apenas como se pergunta, mas com QUEM se fala.
Imagine o seu dia a dia. Se um pesquisador bater à sua porta às 14h de uma terça-feira, quem ele vai encontrar? Provavelmente quem trabalha em casa, desempregados ou aposentados. Se o mesmo pesquisador ligar para o seu celular, ele pode te encontrar no ônibus, no escritório ou no mercado.
Aqui estão as principais diferenças entre os métodos registrados no PesqEle do TSE:
Pesquisa Presencial (Face a Face):
Pesquisa Telefônica (CATI/IVR):
No nosso dashboard, percebemos que institutos presenciais e telefônicos muitas vezes formam "nuvens" de pontos distintas. Um método tende a capturar melhor um campo político, enquanto o outro favorece o oponente.
Tendência
Comparação simulada: Presencial vs. Telefone
Tendência
Linha suavizada sobre os dados brutos de todas as pesquisas registadas.
Linha contínua = resultado oficial TSE · Linha pontilhada = histórico suavizado · Pontos = pesquisas individuais
Linha suavizada (kernel gaussiano 30 dias) · Pontos = pesquisas individuais
Nenhuma é perfeita. O Viés nasceu justamente para resolver esse dilema. Em vez de escolher um lado, nós agregamos ambos. Acreditamos que a verdade está no meio do caminho: o método presencial corrige a falta de acesso digital, e o telefônico corrige a lentidão e o custo.
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